Na parábola do Bom Samaritano
a relevância dos ausentes
DOI:
https://doi.org/10.25188/FLT-VoxScript(eISSN2447-7443)vXXVI.n2.p377-396.RDBMSchlagwörter:
Parábola do Bom Samaritano, Relevância, Plesiologia, AlteridadeAbstract
Procuramos, neste artigo, o sentido do espetáculo moral, vivido na clínica, pela relevância dos ausentes e como estes marcam a vida moral. Assim, referia Kant: os homens são, in genere, tanto melhores atores quanto mais civilizados. Tomam a mera aparência do afeto, do respeito pelos outros, da modéstia, do desinteresse, sem se deixar enganar com nada. Podem acabar por despertar virtudes, cuja mera aparência se limitam a fingir. Assim, a relevância dos ausentes poderá marcar a vida clínica, dando-lhe uma conotação moral. Na verdade, a parábola apresenta diferentes relevâncias, que vão desde a plesiológica até à soteriológica, que possuem o seu epicentro na relevância esplancnofânica.
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