Reflexões sobre a distinção entre lei e evangelho na teologia luterana
DOI:
https://doi.org/10.25188/2447.7443.2016v24n2.285Palabras clave:
Lutero, Lei, Evangelho, Palavra de Deus, JustificaçãoResumen
Este artigo pretende refletir a conceituação e origem dos termos lei e evangelho na teologia luterana, principalmente a partir de escritos do próprio Lutero. Busca-se entender qual a origem destes termos e de onde Lutero se inspirou para entender a dialética entre a lei e o evangelho. A lei acusa e aponta o pecado, já o evangelho liberta do pecado apontando para a obra justificadora de Cristo. O Antigo Testamento poderia ser considerado apenas lei? Com certeza, não. Segundo Lutero, já ali o evangelho se manifestava na misericórdia e graça divina. Mas com a revelação do Novo Testamento a lei se tornaria desnecessária? Lutero afirma que sem o desespero da lei, o Evangelho não teria sentido e o entendimento do sacrifício de Jesus seria obsoleto. O evangelho é a força de Deus que liberta o pecador do pecado. Não pelo mérito humano, mas pela graça divina, pela obra única de Jesus Cristo. Segundo Lutero, a distinção entre estes termos é vital a ponto de caracterizar o verdadeiro teólogo, ou seja, aquele que sabe discernir e distinguir a lei e o evangelho na pregação da palavra de Deus. A distinção entre a lei e o evangelho é fundamental na teologia luterana, pois é esta tensão que transforma e impacta o ser humano, o desespero da lei, e as palavras doces do evangelho.
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