O Estado moderno e a Reforma protestante a partir da interpretação de Quentin Skinner
DOI:
https://doi.org/10.25188/2447.7443.2016v24n1.297Palavras-chave:
Secularização, Teoria do Estado, Protestantismo, Patrimônio Cultural ImaterialResumo
O texto mostra os diversos movimentos que antes de Lutero já abordavam as mesmas premissas teológicas e também já questionavam os abusos cometidos pela Igreja católica. Associado à estas ideias, Lutero desenvolveu uma teoria que revogava qualquer autoridade da Igreja para controlar assuntos temporais ou assuntos espirituais, pois à Igreja caberia apenas o papel de orientar os fiéis. Lutero propôs que o governante secular deveria exercer jurisdição sobre a esfera temporal. Lutero também falava da possibilidade da resistência pacífica contra o governante tirano. A autoridade eclesiástica não poderia exercer poder sobre a autoridade secular. A liberdade de consciência a partir da justificação por graça e fé proporcionou a base para a liberdade e igualdade política. As teorias políticas e econômicas modernas e liberais têm sua fundamentação teórica na Reforma protestante. A Revolução Francesa abandonou a fundamentação protestante e tornou-se um regime intolerante de guerras e execuções. A cultura e o patrimônio cultural imaterial da Reforma proporcionaram o processo de secularização moderna. Esse artigo teve como base a discussão sobre o tema da política a partir de Quentin Skinner em diálogo com Lutero e teóricos contemporâneos.
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