As dimensões do louvor
DOI:
https://doi.org/10.25188/FLT-VoxScript(eISSN2447-7443)vXXV.n1.p151-170.WFK.KASSchlagwörter:
Louvor, Música, AdoraçãoAbstract
Qual a forma correta de louvar a Deus? Será que o louvor se limita a musicalidade? Não seria o louvor a Deus algo muito mais abrangente do que uma forma única? Para encontrar respostas aprofundou-se a pesquisa no tema através da análise de palavras gregas e hebraicas utilizadas na Bíblia como sinônimos de louvor. As palavras hebraicas llh (Hālal), hdy (Yādâ), wr (Rûm), rmz (Zāmar) e $rb (Bārak) foram analisadas, assim como as palavras gregas ai``ne,w (Aineō), o``mologe,w (Homologeō) e eu``loge,w (Eulogeō). Ao longo do estudo percebeu-se um padrão no ato de louvar: (1) Deus age poderosamente em favor de seu povo; (2) o povo responde com gratidão e louvor; (3) Deus aceita os atos de adoração de seu povo. De acordo com este ciclo e com a análise dos vocábulos pode-se perceber que louvor é reconhecimento da divindade e soberania de Deus como também é reconhecimento da finitude e pecaminosidade humana. Em Levítico 7.12-15 está descrito o sacrifício de louvor, onde o ofertante fazia declarações de exaltação a Deus e confessava seus pecados. Historicamente, o louvor como música foi instituído pelo Rei Davi. Ele foi o primeiro a nomear levitas e sacerdotes para a ministração contínua perante a arca do Senhor com música e canto. As instruções de Davi foram seguidas por Salomão, resgatadas por Ezequias e, posteriormente, canonizadas pela comunidade pós-exílica. Como impulso prático, este artigo pergunta se o louvor contemporâneo no protestantismo brasileiro tem sido realizado de forma que o alvo seja o engrandecimento de Deus e não a aprovação humana.
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